[ *Rabiscoland* ]

Sem Peter Pan e muito menos Michael Jackson, aqui estou.


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[Segunda-feira, Outubro 31, 2005]

:: Calma! Não, não pertencemos a nenhum partido político ::





Dia "nebulubiloso", anh?

Eu aqui, concentrada no real terror dos relatórios e afins, ouço gritos histéricos na rua, corro e olho pela janela, mais de 15 criancinhas dando a volta no quarteirão com "as tias" da escolinha, estando vestidos de vampiros, bruxas e caveiras e "as tias" também vestidas a caráter.

Ganhei o meu dia, dei tchauzinhos e meus olhos se encheram d'água. Não pelo ódio dos americanos e seus costumes, e sim por ver tantas crianças cantando "a dona aranha subiu pela parreeedee..." e depois do término de cada musiquinha, um singelo berro em coro.

É, meu lado maternal de fato está aos poucos se aflorando. Juro que senti pelos pais não poderem assistir esse momento tão bacana.

Ah vai! Sei que você também se emocionaria...

É, é melhor eu voltar a me concentrar por aqui.


"A dona aranhaaaaa subiu pela pareeeeddee..."



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[Domingo, Outubro 30, 2005]



Astronauta ou gravidade ou astronave
(Bazar Pamplona)

Se você for astronauta
Você voa bem alto, alto lá no espaço
Onde a vista não alcança, você balança
E a gravidade, e a gravidade
Do tombo tomado lá do alto é alta

Se você for astronauta
Você olha pra baixo e acha o mundo chato
No espaço
Você balança, você dança
E a astronave, e a astronave
Estaciona em qualquer canto, tem vaga

Não adianta gritar
Ninguém vai escutar
Não adianta gritar
Ninguém vai escutar



Puxe uma caderia e curta este momento, vamos lá!


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[Sábado, Outubro 29, 2005]

meu filho vai nascer com cara de


Que sorvete de pistache às quatro da matina ou então o suflê da irmã da vizinha que mora em Sergipe. Quero (MUITO) ir mesmo é num show do Cachorro Grande.

Filhinho, já disse que a mamãe não teve culpa!
Embrulha pra viagem?

"Põe o dedo aqui, que já vai fechar, um, dois, três e já!"


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Overdose de Fernando Pessoa







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[Quinta-feira, Outubro 27, 2005]

entrando sem bater

E pra piorar, alguém (que quis - e conseguiu) me botar medo, tá me mandando umas mensagens subliminares no meu celular. Coisas pessoais, bizarrices tecnológicas e afins. Até que gosto de receber torpedos, mas não 21 em questão de segundos e ainda mais de quem "diz me conhecer" e teima em me assustar. Ah! E sim, meu telefone (residencial) pra ajudar, foi "gateado".



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[Terça-feira, Outubro 25, 2005]

"Um expresso bem forte, por favor!"





[com vários papéis na mão, uma garrada d´água e um disquete, numa tarde nada produtiva...]

- Pode pegar o açúcar daqui da minha mesa
- Anh? Não, não, vai puro mesmo
- Corajosa hein?
- Corajosa nada, amarga!
- Você?
- É o que dizem...
- Hahaha, não é o que tô vendo!
- Rs, te empresto depois meus óculos
- Senta aqui
- Não, prefiro tomar em pé
- Trabalho?
- Hum?
- Trabalho?
- É. Seminário.
- Você faz qual curso?
- Letras. Desculpa, tenho que ir, tô meio sem cabeça. Valeu pela companhia...
- Que nada...

Minha cara? Acreditem, com um risco de caneta no rosto que só fui ver depois e o meu cabelo desgrenhado preso com uma bic. Com vergonha? Não, sem papo mesmo. Bonito? Vai depender da sua concepção de bonito. Simpático? Sim, me fez escrever este textinho.

Upa-lá-lá, hein?


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[Segunda-feira, Outubro 24, 2005]

Minha mãe disse que me daria uma filmadora e meu pai prometeu consertar meu sofá inflável, meu irmão disse em encontrar os cds dos Beatles e a Chacur devolver meu cd da Poléxia, é, os dias têm sido só de promessas.

Vi uma matéria na tv com crianças no Hopi Hari, parece que o parque tinha fechado só para crianças de uma determinada série de escolas públicas e conseqüentemente uma mesma idade, e parei pra pensar na festa que a Xuxa deu pra Sasha anos atrás e na miséria e crise do país. Nada de papinho moralista, mas é que de fato tudo isso mexeu muito comigo.

Tenho um puta seminário dificílimo-o-o-o pra ser apresentado amanhã. Passei minhas últimas horas (e ainda estou passando - no gerúndio é mais gostoso, rs) atrás de coisas pra essa maldita apresentação que vai valer 2,5. É pra não dar raiva? Tudo o que lido ultimamente só me trás dor de cabeça, tudo mesmo, sem exceção.

Se eu fosse inteligente tudo seria mais fácil, tudo, até a digestão do misto quente queimado que comi quase agora. No mundo não se têm muitas opções, ou mata, ou morre. (Capitalismo à flor da pele, to aprendendo...)

Triste, muito triste.

É, isso tá parecendo papinho de homem das cavernas, é melhor eu voltar a me concentrar nisso aqui. Torçam por mim, de verdade, verdade mesmo, pois nem eu sei como estou conseguindo respirar nesses dias poluídos, que não ardem somente os meus olhos e cérebro, mas também corpo e sentimento.

Mantra da semana: "força mulé, você consegue! força mulé, você consegue! força mulé, você consegue! força mulé, ouuummmm...."



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[Sábado, Outubro 22, 2005]

Mandando tudo à merda:

- tecnologia do caralho
- Salinger e 1951
- irresponsabilidade
- instabilidade
- infantilidade
- terça-feira
- egocentrismo
- praia
- já disse a tecnologia?


Salvação do dia: "Beat Era", rs


ouvindo: "Como gritar" - Superoutro


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[Quinta-feira, Outubro 20, 2005]

Cuspida e escarrada

Eu assumo, sou uma fraude e roubo idéias de pessoas inteligentes e engraçadas. Claro que não vou revelar 'quem', como eu disse, sou uma fraude! Não tenho nada de interessante pra contar até me deparar com leituras (entendam como blogs e revistas eletrônicas já que os livros que tenho lido ultimamente são uns lixos escabrosos) inteligentes e engraçadas, aí, plageio e 'me inspiro' pra rechear o resto do travesseiro. É, disse mesmo! A merda é que sou tão sincera que mais cedo ou mais tarde digo de quem 'roubei' a 'idéia' correndo o risco de ser linchada virtualmente, difamada, hackeada, plagiada também por alguém sem criatividade e depois me envergonhar de tudo isso, ou não. Plágio virtual dá cadeia?

A Ana Carolina é a cantora mais (não encontrei a palavra) que conheço. Conhece? Sim, pelo cd e o tão fudidão dvd belíssimo piratão que meu irmão pegou dias atrás emprestado. Puta que o pariu ao cubo! O pior é saber que mais dia ou menos dia a música que 'descreve minha vida' vai estar na novela das oito e será 'a música da vida' de tantas outras milhares de pessoas com dor de cotovelo, carência ou descoberta sexual. Odeio a Ana Carolina!

'Se você não me escuta eu não vou te chamaaaar- ááááááár.' - Raiva que consome meus poros e me deixa excitada ao ver dois homens com dois isqueiros na mão acompanhando o ritmo da música. Viram isso no dvd? Chicotinho nada! Me seguuuraaaaaaaaaa......

Tá, tá, eu assumo. Se eu fosse lésbica eu investiria na Ana Carolina e pularia naquele palco só pra agarrar ela. Eu disse SE! Mais pensando bem, aqueles percussionistas dela dão um bom caldo, acho que ficaria em dúvida na hora - mesmo tendo o meu sapato tamanho 52 lá no dia, no caso. É, pensando bem (de novo) é melhor eu ficar como estou e sou, afinal, subir naquele palco daria um trampo danado e eu não conseguiria agarrar ela, já estaria cansada a beça e quinhentos milhões de segurança teriam me imobilizado em um segundo, me dariam vários cróques e me empurrariam pra baixo, nem um mosh com estilo eu poderia dar. Além do mais, os percussionistas me interessaram bem mais que a Ana Carolina carnalmente falando (olha, isso eu inventei agora, juro que não plagiei!), bem mais mesmo, de preto, com um pandeiro e isqueiros na mão então, ai meu Deus...

'Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir.... neeem deixar, eu me apaixonaaaarrrrr'- Pensando bem (tô parecendo aquele brinquedo da Estrela dos anos 80) - Eu não gostaria de ir nesse show, não mesmo. Seria muita emoção pro meu coraçãozinho, fora que choraria na hora, só na introdução das guitarras em "Uma louca tempestade" ou então beijaria o tiozinho vendedor de água, cerveja e afins ou então seria apalpada por várias sapas. Nada contra apalpações, só que de sapas? É, ainda fico com o dvd fodástico piratão de todos os tempos. O dvd é lindo, me dá? Piratão eu não quero, sou contra a pirataria! E outra, o dia das crianças passou e não ganhei nada, ainda dá tempo! Tentar iludir uma criança com uma Susi ao invés de uma Barbie é muita crueldade...

Na realidade eu não sou uma fraude, sou aquela que cola com durex o convite rasgado pelo segurança na festa vip só pro amigo poder entrar. Sou aquela que 'queria dizer a mesma coisa que você', só que você disse primeiro. Aquela que não beijaria a Ana Carolina na boca nem a pau, mas deixaria o namorado fazer isso por ela, e ainda se sentiria orgulhosa e contaria pra todo mundo depois. Mas só a Ana Carolina, diga-se de passagem a cantora, e nem me venha dizer que gostou da idéia que te desço a porrada e agarro todos os percussionistas, isso mesmo, todos! Tá, tá, tá, de putaria já bastaria as sapas tentando me agarrar e meu tal namorado sofrendo pra me proteger, sim, delas, e não dos percussionistas.

E só mais uma coisa, 'pegue o vestido estampado, guarde prum carnaval, guarde que eu nunca te quis mal...' é o verso que sem precisar muito me tira lágrimas iguais as de desenho, daquelas que fazem a curvinha e me faz assumir qualquer coisa, até mesmo de onde roubo todas essas idéias. Eu sei que você não vai fazer essa covardia comigo, afinal, você corre o risco de não mais me ver por aqui com todas essas bizarrices literárias estranhamente assumidas.



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[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]



Um dom, talvez. Dessas de rir na confusão e causar desconforto em alguns. E tudo é indigesto quando se descobre que você está perdido e segue um fluxo do nada. Futuro? Talento? Prazer? Uma mistura doída de conforto e angústia, uma descoberta vista por outros olhos sendo pior quando se descobre que tudo isso passou despercebido por não mais insignificante de todos, que você mesmo. Desatento? Missão? Frustração? Os dias correm e tudo é vago já que você mal sabe se gosta de laranja ou se o seu desejo é não saber desejar e seguir o tal fluxo do nada, hoje nem dado tanta importância por você, pele e tolos anseios.

Solidão, timidez, adaptação sofrida ao meio. Todo processo é doloroso. Quando o olhar volta somente para você e toda descoberta é rasgada por seus medos, confusões, febres e uma saudosa valentia, tudo torna mais simples e menos hostil, dando sentido a perguntas que pareciam não terem tanto significado, e aos poucos cicatrizam o processo sempre presente penosamente vivenciado.

Não é aprendizado, é querer olhar pro viver importando-se com coisas que valham (se é que valham), mesmo que dolorosas, nauseantes e angustiantes quando o passo primordial volta somente a uma única resposta sendo você o único responsável, que tornou tudo mais confuso e fica puto à descoberta que não foi feita por ninguém, e sim revelada, também por ninguém tão importante assim, já que o teu olhar é simplesmente patético e clichê a ponto de não querer descobrir algo que julgue ser superior ao seu meio ou coisa assim.

Acho que o Einstein ficaria puto ao ver sua figurinha no word e puto por não ter feito com que descobrissem a si próprio com seus próprios olhos, sendo pele, medo, angústia, carne podre e vãos sentimentos.


- "Adaptação" do Kaufman, filme de cabeceira.


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[Sexta-feira, Outubro 14, 2005]

bicarbonato nem pintado de

Tirando o calor matador de iguanas, os dias têm sido muito bons. Tirando também o meu detestável humor por causa de um corte dentro da boca de uns 2cm, mais o calor matador de iguanas, também tudo está muito bom. Nem sorrir posso mais, se o faço, coloco a mão na boca pra amenizar a dor. É, meus ´traços orientais´ mais dia menos dia, se manifestariam de alguma forma timidamente.

Gomen né?


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[Terça-feira, Outubro 11, 2005]

'seu degrade não me cai bem'

Uma angústia jamais vivida. Até tentei entender as tais palavras ditas num momento que eu imaginava ser mágico, tolice. As caixas abertas, algumas cartas rasgadas, umas bitucas jogadas e um copo já manchando o carpete com resto de uma cerveja quente, brindava meu quarto naquela tarde não compreendida. Batendo a porta e recusando meus olhos, insistia que o abraço deveria ser entregue a outro, já que se recusava o meu gostar a tão pouco.
Todo passado o cercava e minhas mágoas surgiam de acordo com sua insegurança. Uma fragilidade criada já que aquele homem me protegia, zelava meu sono, fazia meus sonhos e seu sorriso sempre presente num rosto cansado de rostos vazios, me acalmava sem ter que explicar bobagens e juntos, com nossos tijolinhos imaginários, fazíamos assim nossa realidade passiva. Não foi carência, foi medo.
Na noite passada enquanto ele enrolava meus cachos em seus dedos e eu o acariciava no peito, disse que nossos filhos não poderiam gostar de alcachofra, criando uma tese estranha fazendo a gente rir desesperadamente as três da manhã.
Não compreendi muitas coisas e respeitei o espaço criado por sua insegurança, recusava a idéia de não ter seu corpo quente no meu e seu mau humor de manhã, quis esperar. Não somos de atitudes, somos sentimento e psicoses, somos a unha, o quadro abstrato na parede realista, o papel borrado com anotações diversas, a etiqueta em algodão só pra não irritar, mas irrita, somos assim, sem muita explicação e agora, sem mais presença, só incompreensão.



"Sinto, ao senti-la, uma grande esperança; mas reconheço que a esperança é literária. Manhã, primavera, esperança - estão ligados em música pela mesma intenção melódica; estão ligados na alma pela mesma memória de uma igual intenção. Não: se a mim mesmo observo, como observo à cidade, reconheço que o que tenho que esperar é que este dia acabe, como todos os dias. A razão também vê a aurora. A esperança que pus nela, se a houve não foi minha: foi a dos homens que vivem a hora que passa, e a quem encarnei sem querer, o entendimento exterior neste momento." (O livro do desassosego - Fernando Pessoa)



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[Sábado, Outubro 08, 2005]

"Super fantástico amigo, é bom estar contigo..."





Ocupada em matar as saudades. Matar mesmo, com vinho, risadas, conselhos, facadas e muito sangue - falso claro, já que no máximo faríamos uma cena hollywoodiana trash dessas com catchup lá na varanda (e de pijamas). Ocupada com quem me ama e amo o mesmo, já que desistimos de 'competir' quem ama mais deixando todo mundo diabético por osmose de tanto amor. Ocupada para cuidar dela, ser cuidada, ouvir, rir, cantar, pra ter ela um pouquinho presente, já que vocês a têm em boa parte do ano. Ela será só minha! Posse mesmo, dessas de pior quando o irmão ganha um novo vídeo-game. Bem pior, dessas de... É, quero mesmo é ter ela só um pouquinho, já que nossa realidade bate na porta e por nós seria totalmente diferente.

Minha varanda? Ah sim, vocês um dia saberão mais sobre lá, quem sabe outro dia. Cantinho especial da Carol e meu também. Calma, a gente divide com você também e com quem mais quiser. Lugarzinho fan-tás-ti-co! Verdade verdadeira...
Posso dizer que ganhei na mega-sena, não, mega-sena é batido mesmo ninguém ganhando, posso dizer que ganhei.... que ganhei o frango recheado com farofa de maçã do bingo beneficente. É, tô exagerando... Na realidade eu ganhei um pudim.




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Fala que eu te escuto

Olá queridos e respeitáveis três (as vezes quatro) leitores, como vão?

Queria contar como foi o meu dia ou então uma piada, só que ambos não seriam legais ou engraçados. Talvez contar da faculdade, o que tenho lido, estudado, como está o meu convívio com os meus amigos de lá, essas coisas, só que isso também não seria interessante. Pensei numa receita, e olha, achei a melhor coisa a ser feita. Lápis e papel na mão:

Tofu (queijo de soja)

Ingredientes:
- 3 xícaras (chá) de grãos crus de soja (de molho de um dia para outro)
- 1,75 ml de água quente (para bater no liquidificador)
- 1 colher (sobremesa) de sal

Coalhos:
3 alternativas, todas diluídas em 1/2 xícara (chá) de água:
2 colheres (sopa) suco de limão, ½ xícara (chá) de vinagre ou 1 colher (sopa) de sal amargo (cloreto de magnésio)

Modo de preparo:
Escorra a água da soja e bata no liquidificador com os 1,75 ml de água quente, colocando-a sempre aos poucos. Retire do liquidificador, passe pela peneira para extrair o leite de soja e depois passe o leite pelo pano fino (tipo fralda ou algodão). Leve para uma panela, em fogo baixo, até levantar fervura e deixe por 15 minutos. Mexa sempre para não grudar no fundo. Desligue o fogo, coloque o sal e um dos coalhos desejados (limão, vinagre ou sal amargo). Deixe descansar por 15 minutos. Passe novamente pelo saco de pano fino e deixe escorrer. A massa que formar dentro do saco deve ser colocada dentro de forminhas próprias para queijo ou forminhas furadas. Pressione bem e deixe um peso sobre o tofu. Leve à geladeira de um dia para outro. Retire o peso, tire da fôrma e sirva.


Jura que leu a receita inteira? Achou interessante? É, acho que hoje não tô tão convincente. Que tal então você me contar de você, o que fez com que viesse aqui agora, se já encheu um formigueiro com uma mangueira d'água, se seu irmão consegue cortar a unha do pé sem fazer careta, se você já colecionou figurinhas da copa ou da moranguinho. Ou então se sabe cozinhar alguma coisa gostosa, se já me ofereceu um pedaço, se pensa em pintar o cabelo de acaju e fazer mechas (ou luzes, como preferiri) agora no verão. Ou se já dançou 'na boquinha da garrafa' tomando banho, sendo o shampoo o seu cúmplice. Já brincou de verdade ou desafio? E de salada mista? Me acha legal? Chata? Boba? Gosta de sorvete de limão ou de chocolate? Já se arrependeu por alguma coisa? Ama alguém que ainda não esqueceu? Sabe de cor alguma música da Kelly Key ou do Latino, mesmo não querendo? Não acredita em felicidade? E em fantasma? E no André Mantovanni? E no Papa? E em Papai Noel? E em lobisomem? E em mim?

É, tô querendo te ouvir.



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[Sexta-feira, Outubro 07, 2005]


(Créditos: Kurt Halsey)



Quero ter um anel de plástico pois o que era de vidro se quebrou



Não sei se me casarei. Entenda isso como um desabafo e não como uma opção de escolha, quem dera eu tivesse opções de escolha. Na realidade eu até já tinha pensado no recheio do meu bolo e no vestido que usaria, já que mulher pensa em cada detalhe mesmo negando até o último fio de cabelo que não.

Casamento é um evento especificamente para as mulheres (a noiva no caso) e para os chatos que você conversou duas vezes na vida e espalharia pra vizinhança toda que você é uma chata, vesga, gorda e metida e seu marido faz bico de travesti aos sábados, por não terem convidá-lo para o casamento, caso ele não fosse. Na realidade ele ia (e vai) falar mal do seu casamento do mesmo jeito, já é de praxe também.

Este não é um dos motivos em eu possivelmente não me casar, já que quero noivar num posto de conveniência. Enquanto eu faço xixi, o meu possível futuro noivo compra cigarro, chiclete, cachorro-quente, café e um anel de plástico desses de criança, que esconde correndo quando volto, pois tá com um puta medo não sabendo como 'pedir minha mão', pensando que vou achar muito brega e rir da cara dele. Na realidade eu iria rir de qualquer jeito, só que chorando dessa vez e beijando ele com todos os frentistas gritando de fundo, bem hollywoodiano, as quatro da madrugada.

O casamento seria pra amigos, uns 20 no total e seria o casamento mais bonito já visto. Não teria bolo, pois não gosto tanto de bolo assim, no máximo um desses de padaria escrito "parabéns" para os amigos, e olhe lá, não faríamos questão e outra, ninguém come bolo em casamentos, só as tias, mães, avós, amigas (entendam-se todas as mulheres) e uns outros lá que guardam pra levar pra mãe.

Teríamos o nosso apto na Avenida Paulista - o centro do caos - e com nossas paredes nas cores laranja e azul. Viveríamos felizes apenas com nosso colchãozinho jogado no chão, já que fizemos questão de gastarmos com as tintas das nossas lindas e novas paredes, que na realidade só fomos ver como ficou de madrugada, abraçados no nosso colchãozinho observando se foi bem pintada ou não, tanto faz também, não saberíamos distinguir o que seria bem pintado ou não nessa altura do campeonato.

Ele trabalharia alucinado de madrugada, eu dormiria e acordaria para beber água, zelar meu amor e me encorajar no término daquele livro na rede lá da área, ou nada disso. Tiraria os meus óculos, me beijaria e diria baixinho o quanto me amava, deixando de lado todo o trabalho, papéis, prazos, com a sinfonia da grande metrópole ao fundo.

Não, meu futuro noivo-marido é o príncipe moderno da minha imaginação e por isso não sei se me casarei. Não idealizo o 'marido ideal' e sim uma felicidade singela, pura, que não vejo mais nos olhos das pessoas, não vejo mais como busca, o capitalismo tem subido pelas paredes e invadido os poros, as mentes e ser feliz hoje em dia necessita tempo, dinheiro, vida que é vista apenas por realização profissional, amor se vier, é lucro!

Até pensei num recheio de pêssego pras meninas, ou até mesmo o famoso prestígio, só não o de ameixa que é muito ruim. O buquê de margaridas, a câmera fotográfica descartável que a Pri compraria e... É, acabou o meu tempo.


ouvindo: "Samba e Amor" - Chico Buarque




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[Quarta-feira, Outubro 05, 2005]



Não conferi o troco, não mesmo, confiei. Nem pintei meu cabelo de vermelho, mesmo a Ana Carolina tentando me convencer. As unhas já são um passo. Também não decorei nenhum verso, mesmo todo mundo teimando em me cobrar citações. Camões é um cara bacana que bebia muito vinho, solitário e capenga de um olho, mas não, não farei a piadinha do "arde sem se ver". Disseram que tenho talento, gosto mais do de avelã. Me parou pra conversar, envolta aos olhos encantadores me fiz menor falando muito, pra quem sabe assim, desistisse de mim, foi um 'início despedida' triunfal. Sou chata meu caro, não faço tipo, sou chata mesmo, e não tenho nada de espetacular pra oferecer, vai por mim. Sempre tenho dúvida na cobertura, mas nunca escolhi a de caramelo. Prefiro casas. Sinto saudades e dores fortes na coluna, na bunda e no pescoço, não nasci pra era tecnológica, mas sim, aceito um teletransportador de Natal. E pensando bem, qualquer achocolatado com leite gelado batido no liquidificador fica bom. Acho que tô viciando de novo no café e no cigarro, merda! Espero os motivos para o brinde.



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Dois Alquete não incomodam muita gente

Casa do meu pai, manhã, meu pai cuidando do zoológico particular do Dani, Dani (o irmão menor) presente com um coelhinho da Índia no colo, Fígaro (o gato) só observando uma borboleta gigante sobrevoando o ambiente e Dani de olho no porquinho, no gato, na borboleta e correndo pelo quintal ao mesmo tempo.

- [um grito desesperado com choro] - Paaaaai, pai, pai, pai, a boboleta!!!
- [correndo, desesperado e assustado] - Que foi filho?
- A boboletaaaa, o Fígaro matou! Buááááááááá.... salve a boboleta papai, salve, salve, salve-a
- [já aliviado] - Quem? A borboleta? Vem cá seu gato lazarento!

[Fígaro corre do meu pai logo depois de ter arrancado uma lasca da asa da borboleta gigante]

- Pronto filho, a borboleta tá salva
- Mais ela tá caída papai
- Não, olha só! [meu pai joga ela pra cima, ela bate as asinhas por 2 segundos e cai no chão. Pega de novo, arremessa ela no ar, mais 2 segundos, ela cai de novo]
- Nããããaaooo.... nããoooo, ela MORREU! [soluçando, chorando, falando]
- Calma filho, vou colocar ela aqui na 'arvinha', quando ela tiver descansada, ela volta a voar, pode ficar tranqüilo
- Tá, tá, tá [soluçando]

[Daniel de olho na borboleta, no gato, no porquinho da Índia. 5 minutos, cansou e entrou pra ver desenho, meu pai rapidamente pegou a borboleta gigante e arremessou ela no quintal do vizinho. Daniel lembrando da borboleta, voltou]

- Ué, cadê a boboleta papai?
- Olha! Ela não tá mais aqui! Que legal! Acho que ela deve ter voado pra casinha dela, filho
- Ufa! [sorrindo aliviado de orelha a orelha]


Moral da história: Nunca acabe e frustre com o imaginário de uma criança e sim, todo mundo um dia já jogou alguma coisa no quintal do vizinho, sendo palito de churrasco, bola, copo plástico, bexiga com água, chiclete e até borboleta.



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[Segunda-feira, Outubro 03, 2005]

MERDA! PUTA QUE O PARIU! QUE SOL DO CACETE!

É, 'Bom dia' definitivamente não foi a minha primeira junção de palavras do dia. Que tempo é esse? Num dia me encapoto de blusa, cachecol e o escambal e no outro tenho que guardar tudo de volta? Ah, faça me o favor, isso merece uma CPI!

Quem foi o inventor do miojo? É vivo? Vem cá e me dá um abraço logo, vai! Será que os brasileiros consomem mais miojo que os indianos? Existe miojo na Índia? Existe o 'tempero caldo de feijão' lá? Sorte a deles...

Meu corpo ainda quente resiste ao sair pra vida. 'Porra Juliana, coragem! Levanta dessa merda de cama e vai viver sua lesma morta!' - Nem precisei, meu celular tocou.

- Anh?
- Bom dia, eu gostaria de falar com a Sr. Juliana
- Eu
- Dona Juliana? Então, sou da EJ RH, tudo bom?
- [rapidamente retiro a meleca do olho e ouço assustada]
- Então, é sobre um curriculum da senhora, é que surgiu uma vaga de professora de inglês aqui em Campinas
- [porra! isso é trote? professora? de inglês? em Campinas? leram bem o meu curriculum?]
- E é pra início imediato! Só que precisa de carro pq o serviço é em três escolas e a firma não fornece o combustível. É um serviço de educação terceirizado, novo aqui em Campinas
- [pigarrando pra 'retirar' um pouco dessa minha voz de travesti anão] - Pô, que pena, eu não tenho carro... E também não sou professora ainda
- [silêncio] - Mas a senhora poderia vir aqui pra gente conversar
- [pensei comigo: ela tá desesperada, com certeza é firula!] - Então, mais moro em Nova Odessa e não tenho carro, e não sou formada ainda, seriam aulas pra qual série?
- Essas informações só posso passar pessoalmente pra senhora... Mas a senhora não é formada em Pedagogia?
- [anh? pedagogia? ela tá me tirando?] - Não!!!
- Hoje às 13h?
- Que? Qual é o seu nome?
- Fernanda
- Então Fernanda... [puta que o pariu!] - Pra mim acho que não vai dar porque é em Campinas e não tenho carro, e eu não sou formada em Pedagogia, só dei aulas pra crianças e não entendi quanto a aulas de inglês, sendo que tenho experiência em informática.
- [silêncio] - Mas a senhora não tem o inglês intermediário?
- [porra! tinha me esquecido que menti no meu curriculum!] - É, me formo em Letras fim deste ano
- Então senhora Juliana, esta firma está em busca de professores intermediários e que já tenham tido alguma experiência com crianças
- [é, ela é inteligente!] - Olha Fernanda, pra mim essa vaga não se encaixa, moro em Nova Odessa e Campinas pra mim não compensa se eu não tiver o transporte
- Entendo... Mas mesmo assim a senhora não quer vir aqui?
- [pra que? cara, ela tá desesperada! to com medo!] - Não, não me interesso, desculpe mesmo Fernanda
- Imagine [ela já puta com a tarifa do telefone já que me ligou no celular e vão comer o toco dela e eu não aceitei ir na entrevista]
- Obrigada mesmo... bom dia! [parabéns Juliana, vc é educada!]
- Bom dia!


Sem entender pacovinas, volto a deitar. Em seguida o celular vibra! - [puta que o pariu! de novo?] - É a Caroooolllll!!!! - Sim, agora sim, um sorriso sincero com uma mensagem pra salvar o meu início de dia. Será que a Carol tem uma câmera no meu quarto? Como pode? Sempre nas horas certas!

Sento na cama, me olho no espelho e dou risada do meu cabelo bizarro e minhas olheiras medonhas. Meu corpo ainda dói e a minha bunda tá dolorida de ficar sentada por 12 horas no computador ontem. Olho pra janela que dormiu aberta e o sol anuncia meu dia de cão. Procuro o meu brinco perdido na cama, não acho. Procuro o outro pé da meia pois só acordei com um, não acho. Levanto e coço a barriga, arrumo a blusa, coço o pescoço e abro a porta do quarto. Merda, tenho que limpar essa casa! Olho pra mesa, uma prova de literatura americana pra entregar amanhã e tem também um bilhete do meu irmão "Ju, compra leite com esse $". Tô com fome! Vou na cozinha, abro o armário e tenho dois pães velhos e dois miojos - um de galinha caipira e outro de pizza - prefiro o pão. Dou bom dia pro meu peixe, ponho o chinelo, ligo o fogão, esquento a frigideira, abro o pão, passo a manteiga que tá fora da geladeira desde ontem e tosto ele. 40 segundos, uma pitada de sal, pego o pão quente pra caramba, caindo sal e farelo pra tudo quanto é lado e vou pra varanda.

Tô com saudades da minha prima.



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[Domingo, Outubro 02, 2005]




Aniversário

Sentei-me com um copo em restos de
champanhe a olhar o nada.
Entre crianças e adultos sérios
tive trinta em casa.

Será comovedor os quatro anos
e a festa colorida,
as velas mal sopradas entre um rissol
no chão e os parabéns:
quatro anos de vida.

Serão comovedores os sumos de
laranja concentrados (proporções
por defeito) e os gostos tão
diversos, o bolo de ananás,
os pés inchados.

Será soberbamente comovente
toda a gente cantando,
o mau comportamento dos adultos
conversas-gelatinas e os anos
só pretexto.


Ana Luísa Amaral




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[Sábado, Outubro 01, 2005]



1+1=3


Quanto mais estudo, mais confusa fico. Dizem que isso é bom, eu não acho não, de confusa já basta a minha vida. Sei que é bom voltar a fazer o que se gosta e é bom sentir seu cérebro pensante novamente, gosto da agitação, novos pensamentos, idéias, estudos. Certo que muitos nessa semana de Letras que teve na faculdade, não me agradaram e também 'perdi' o último dia - hoje - pelo simples fato de ser as oito da manhã, isso é muita crueldade comigo.
No último semestre do curso, vejo que não mais conseguirei ficar longe disso. Tenho muitos (muitos!) planos e sonhos, só que aprendi a gostar de muitas coisas e desenvolvi outras coisas em mim que jamais me veria fazendo. Sei que posso realizar grandes desejos dentro da área, tanto que acabei desistindo (por enquanto) de dois projetos para mestrado pelo simples fato de abrangência, e pelo fato de ler muito, muito, muito e ficar além de confusa, e bom, tenho interesse por diversos assuntos, áreas, e achei melhor respirar um pouco, já que é necessário ser preciso, conciso nessas coisas.
Jornalismo, sonho. A Aninha disse uma vez que 'jornalismo é a pior profissão na área de comunicação' - ela estuda em uma das melhores faculdades com um dos melhores laboratórios daqui da região, que mesmo assim não é lá aquelas coisas e é uma profissão que ela considera muito limitada, ou é isso ou é isso, ponto final, fora o nosso Brasil que ajuda muito. Gosto da parte de comunicação em geral e desde minha aula com a Íris, uma das minhas professoras de língua portuguesa do ensino médio - que me incentivava e achava uma maravilha meus poemas ridículos, percebi que queria fazer jornalismo, que escrever matérias e estar entre os doidos da redação, faria sentido pra mim.
Letras. Literatura, estudos da linguagem, muito xerox e rabiscos soltos no caderno e muitas idéias, descobertas. O mais engraçado é que posso me ver antes da faculdade e depois, tô saindo uma outra pessoa, mais chata do que sempre fui e muito crítica, muito burra e sem tanta coragem assim (espírito avante!) em relação a educação no Brasil. 'O professor precisa fazer a sua parte', 'Quem disse que seria fácil?', mas peraí, quem disse que eu queria ser professora? O pior é que fico puta com tanto professor incompetente, esses que futuramente educarão os meus filhos aí, despreocupados, jogando a culpa no sistema, no Brasil e diabo a quatro. Não que eu venha ser a salvação, não que eu discorde plenamente, tanto que acredito mesmo que muita coisa precisa mudar e o professor precisa ser valorizado em nosso país, só que fico puta pelo simples fato de ver tanto professor sem capacitação e sem o dom (sim, dom) em ensinar por aí, fazendo porcaria e acabando com a idéia de um aprendizado de verdade, se é que posso falar em ensinar, afinal, essa nomenclatura congeladinha não faz bem o meu estilo.
Sei lá, sei que o fim do ano tá logo aí e foi bom ter conhecido o outro lado do curso, o lado real, o que mantém, o que me deixou descrente em muitos aspectos e fodona, com vontade em outros, um curso que sentirei falta e que recomendo pra todo mundo, um curso que soa fraco pra quem vê por fora, sendo ele um curso de corajosos, de batalhadores, preocupados com a linguagem, com a história literária, os aspectos diversos, com a base. Falo por mim e pela faculdade que estudei, pelos professores fantásticos que tive e por tudo o que vi, além dos amigos que fiz, as pessoas bacanas que conheci e outras que me decepcionei. Falo pelos faxineiros, gente boníssima que conheci e que tiraram sorrisos de mim quando eu teimava em chorar, pelo primeiro ano e a faculdade praticamente vazia e a paz que tínhamos no corredor, pela descoberta de Possenti, Geraldi, Lajolo, por ver que o Pasquale é um babaca que ainda teima em cristalizar a língua, por sentir a paixão da literatura em professores apaixonados, falo pela minha teimosia em relação ao Florindo, pela raiva que tive de várias atitudes medíocres, e por acreditar que foi a melhor experiência da minha vida.
É, não me vejo mesmo fora disso tudo, mesmo eu tirando neste ano a minha pior nota (dada por não sei quem) no Enem de todos os tempos. É, o próximo passo é conqusitar o mundo já diria o poeta célebre, sim, ele, Cérebro, hehe.



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