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[Quarta-feira, Agosto 31, 2005]



sapato novo
(Marcelo Camelo - LH)

(...) - bem, como vai você?, levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia
como se a alegria recolhesse a mão
pra não me alcançar
poderia até pensar que foi tudo um sonho
ponho o meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo o que vale a pena



A que condensa, arrepia, conversa comigo e facilmente leva lágrimas sem qualquer esforço ou previsão.



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[Terça-feira, Agosto 30, 2005]

também

Estou perdendo uma das minhas melhores e mais importantes amigas. A Moara está muito, muito doente e depois da cirurgia ela sinceramente piorou. Emagrece mais e mais a cada dia e anda muito abatida. Meu pai e a médica confirmam 'que é normal' mas isso é mais palavra de consolo do que a realidade, não sou tão imbecil assim.
Não consigo sorrir e disfarçar estar tudo bem, nunca lidei bem com morte, doenças e afins e ver perder alguém importante não é algo que me faz pensar em coisas bonitinhas e alegres, to perdendo alguém importante na minha vida e me vejo atada, sem poder fazer nada e essa é a pior sensação do mundo, a invalidez, a inutilidade, a estagnação imposta.
Quero me prender nela bem e feliz, quero ter essa lembrança e choro ao ver uma amiga que tanto, tanto amo ir assim, se despedindo de mim da forma mais grata, estando sempre ao meu lado, querendo sempre me ver feliz, cuidando de mim mesmo ela sendo a que precisa de cuidados.
Ando abatida por isso também, parece que quando as coisas têm que piorar, pioram mesmo, de gosto, dessas de você sentar, abaixar a cabeça e simplesmente chorar, chorar muito, até se assumir um trapo, se exaustar e cochilar por ali mesmo, desiludida.
Pedi um dia de sol, espero que chegue a tempo.



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Um trecho do tal textinho:

"...Tudo no final sempre dá certo, se ainda, não deu, é porque não chegou o final. Por isso, acredite sempre na minha família. Acredite no Tempo na Amizade, na Sabedoria, e principalmente no Amor. Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à sua porta! Tenha tempo para os sonhos. Eles conduzem sua carruagem para as Estrelas..."

Eu acredito em muitas coisas e 'ver pra crer' é algo que me persegue e ao mesmo tempo me assuta.

Mais um pro mural.


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[Segunda-feira, Agosto 29, 2005]

E hoje, um menino de lá seus 15 anos, parou na minha frente na rua fazendo com que eu parasse bruscamente meu andar e olhasse pra ele. Rapidamente sacou um pedaço de papel e me ofereceu. Olhei fixamente pra ele e logo depois de longos segundos ele sorriu, sorriu lindamente, dentes brilhantes que prenderam minha atenção, levemente tortos, boca média e esbranquiçada e completou "toma moça esse é pra você!" sacudindo o papel na minha frente.
Amizade era o título do textinho bem clichê que trouxe de volta meu sorriso.


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[Sábado, Agosto 27, 2005]

Ô.
Eita penga de inferno astral que ronda meus dias.
Dias? Opa, anos, foi mal. Queimem o André Mantovanni!
Planos totalmente frustrados, roupa no varal secando no dia nublado,
gripadaça-aça, sem humor, aceitando qualquer merda pra confirmar que
a sorte de fato é preciso tirar pra ter e pra ajudar, uma sem teto! (literalmente).
Felicidade? Filadaputa viada desgraçada!

Nascer é para raros meu caro! Pense (pense?) nisso.
Me esquece e segue a tua vida, vai lá falsear ser feliz, pintar um rosto que não é seu e depois logo depois, um dia desses, a gente se esbarra.


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[Quarta-feira, Agosto 24, 2005]

Eu digo mal-me-quer

Não sei onde ouvi mas um certo senhor uma vez disse que se você escreve poemas, está a um passo de se escrever músicas.

Uma amiga pediu uma vez pra eu escrever uma música pra entrar pro repertório dela, mas eu não escrevo nem poemas, também não toco nenhum instrumento e sinceramente acredito ser tudo bem parecido.

Eu to participando de um festival literário, me atrevi a dizer. Na realidade eu queria ter um troféu só pra um dia poder contar pros meus filhos que competir faz bem, mas não, esse suposto troféu só servirá de porta-chaves ou porta-pó mesmo, afinal, competir não é merecedor de nenhum troféu.

Eu também queria colocar 'o que eu estou ouvindo' no post, mas na realidade não quero ouvir mais nada por hoje. E bom, eu estou com muita vergonha por expor meus versos. Hoje sei a sensação de estar pelada na frente de um público com direito a cinco vias no papel ofício com espaçamento 2.0.

Quero uns óculos escuros como em O paizão.




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Daqui pra acolá

Não tenho mais tempo pra idade.
Não aguento o pique pra pegar o ônibus que por sinal nem ando mais, prefiro nem ir.
Pé de couve, palavra que não ouvia há tempos e gargalhei durante uns 30 segundos seguidos por idiotice mesmo e não pelo pé, muito menos da couve.
De tanto tentarem me convencer, passo por si só a acreditar que desistir é a melhor saída, já que amiga é difícil ser e o tempo é um santo remédio, melhor que ass. infantil, mesmo ele não sendo tão doce.
Fiz uma aposta e perdi, o que tenho que dar só Deus sabe.
Não me importo mais com o futuro, não mesmo, acho que nunca me importei de verdade. E você? O que é se importar com o futuro? Estudar e ter uma profissão? Tsc, que pensamento pequeno.
To procurando um apartamento pra me mudar. Se você souber me convencer, me mudo pra qualquer lugar. Antes de mais nada, preciso de um emprego, mas vou me mudar em breve, me convença pra onde. Ah! E o apartamento precisa liberar bichos de estimação, o Poe, meu futuro gato preto, aguarda uma resposta minha e o Chi, meu peixe camarada, vai comigo.
Não gostou? Não come.



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[Terça-feira, Agosto 23, 2005]

A primeira, segunda, a vigésima pedra

Eu odeio Good-Charlote. Não, isso não é uma marca de chocolate nem um automóvel, é uma banda comercial de garotos que pintam o olho e fingem ser punks. Sim, fingem. Eu também odeio Linkin Park e Jay-Z, só que eu assumo ouvir e gostar de Shitney Spears e Christina Aguilera, e claro, Backstreet Boys também. Tá, tudo bem, pode rir e dizer que tudo é uma porcaria e que também são bandinhas podres comercias, só que teve a sua época, não discordo, só que eu gosto e assumo. Avril Lavigne também é de hoje e eu gosto, mesmo ela fingindo andar de skate e ser revoltadinha. Sim, eu gosto da voz e das letrinhas dela 'mamãe me tire do castigo ou risco seu carro'.
Tenho o cd da Neli Furtado e sempre ouço ("Im like a biirrddd..."). Alicia Keys é a Fafá de Belém dos Estados Unidos e eu também gosto, de ambas. Sula Miranda é ruim, desculpa.
Não tem problema, cada um esconde um passado específico pois é motivo de chacota nos dias atuais (chacota? não, não vou te explicar isso agora). Vai, agora é a sua vez. Nada de Bozo, Mara-Maravilha, Leandro e Leonardo, nada de bancar o cool aqui, vai, quero ver dizer que gosta de Latino ou Jeito Moleque, tem coragem? KLB não vale.
É meu caro, nada é perfeito. Ouvir e assumir gostar é dar cara a tapa pra vida. Ser aceito é o que todos desejam e se eu disser num show dos Los Hermanos que gosto de Charlie Brown Jr, sou excluída na hora, além de cuspida e ainda ouvir "tsc,tsc,tsc, coitada, não sabe o que é música!" - Antes de mais nada, eu odeio Charlie Brown Jr., Los Hermanos não são os reis da verdade e não é por causa deles (Los Hermanos) que não gosto de Charlie Brown Jr. e sim porque aquele Chorão é um tapado que não sabe dizer outra coisa a não ser "Santos, Santos, Santos" e quebrar móveis em hotéis, atropelar pessoas estando bebaço e ainda por cima dizer em uma de suas músicas "eu sou a favor das coisas simples" - ahã, eu acredito!
Chegou a hora da verdade. Pode assumir que você tem o cd da Shakira e que já decorou as coreografias da (ou seria do?) Rouge. E ainda por cima dança É o Tchan ou já tentou dançar os funks cariocas. Espaço aberto e sem julgamentos, ué, é de baixo que se chega ao topo (puts, frasinha clichê nessas horas?). Sim querido, Sidney Magal é cool, pode dizer a verdade vai, Katinguelê agradece e me mostre uma banda que tu ouça nos dias de hoje, passado é passado e nada da piadinha da uva.



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[Segunda-feira, Agosto 22, 2005]



"Como se a alegria recolhesse a mão para não me alcançar"


Sapato Novo - LH



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[Domingo, Agosto 21, 2005]

Pois é, mudei o layout. Ainda estou me acostumando com todo esse colorido (que há séculos eu tinha guardado e estava "tomando coragem" para mudar, rs) e fazendo as modificações necessárias que sempre travo, como comentários que nunca funcionam e contador que nunca sei como colocar. Mas nada que o tempo não resolva, não é mesmo?



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[Sábado, Agosto 20, 2005]



Créditos: Urban Mermaid




Tem algumas pessoas que eu queria ter conhecido antes. Pessoas que queria que fossem meus amigos de infância, desses de escola.
Tem umas pessoas que eu queria apagar o sentimento de admiração por algo admirável e construir tudo de novo, da maneira mais simples pra depois, só depois, ser admirado, mas por outros fatores.
Queria morar em vários lugares do Brasil e ter sido criança e ter tido essas amizades em vários lugares. Nascer em São Paulo, mudar pro Rio, ter tia em Curitiba e tio morando no Nordeste.
Queria ter algum amuleto também, desses que sempre tem uma boa história como proteção de uma bala perdida ou de choque elétrico.
Queria nascer poeta, ter dom pra algum instrumento, ter coragem pra fazer a brincadeira do copo, queria comer muito e pular na piscina com aquelas bóias de braço, rindo.
Queria ter estudado na PUC do Rio e ter matado aula (enforcado, cabulado, o que preferir) pra ficar na rodinha de música de uns caras tranqüilos que não davam valor suficiente pra um curso sabe se lá eficiente. Queria ser um samba. Queria me deixar levar como um espirro quando se olha pro sol.
Queria ter ido a algum show dos Beatles e ter conhecido meus pais adolescentes. Até o sino da igreja eu queria ter tocado no dia do casamento.
Queria ter ido pro Canadá com 15 anos e ter tido uma festa só pra ter o bailinho. Também queria ouvir Os Menudos e achar o máximo!
Ter sido paquita ou angelicat também. Aprender japonês e ser fluente no francês ainda é possível.
Sei que queria ter conhecido muitas pessoas antes pra poder soar e ver de outra forma. Queria ver como seria o rosto, os gestos, onde costumaria por as mãos quando ficasse nervoso. Até o motivo em começar a beber eu queria saber, mas ligando assim, pra passar depois em casa pois teria uma coisa a ser dita ou combinando pro sábado.
Pois é, assistir De Volta Para o Futuro não me fez tão bem assim.



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[Sexta-feira, Agosto 19, 2005]

Coração ainda dispara ao te notar.

"Tanto faz, que o que não foi não é. Eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será?"
(O velho e o moço - LH)


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[Quinta-feira, Agosto 18, 2005]

Birruga é mais engraçado que Verruga


- Que gracinha, parabéns! Qual é o nome?
- Birruga. Birruguinha da mamãe!


- Você tem birruga?
- Tenho sim. Com ou sem gelo?


- Ele me pediu uma birruga.
- Não, sério? Claro que você não fez né?
- Bom...


- Eu vi essa birruga ontem na sessão da tarde!
- Eu também, com o Tom Crise né?



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[Segunda-feira, Agosto 15, 2005]

15.08.05

É Ilusão e ela dança livre com seu vestido lilás, rodopiando até o fim da festa, só a observar.
Não consegue tirar a sorte para dançar e sua maquilagem começa a se desfazer nos dias que insistem em trazer saudades, estando a escorrer os borrões peito a dentro.




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[Domingo, Agosto 14, 2005]

Se souberes de alguém que possa me emprestar
Dor serena dessas de se carregar
Volte e diga, já que tardas o amanhecer
E insistes ser assim, solenemente guardião.

Se tiveres ombro amigo, que afirmam existir
Volte e diga, já que perco tudo desde então.
E se não quiseres ser presença
Faça um brinde pelo Amor
Quero que cubras com cílios pesados esta dor
Que não sabe mais porque vacila.
Faça então mais pedidos ilusórios e beba,
Goles fortes, por um momento então, fugir, cobrir. São só estrelas.


Cruzou os dedos atrás das costas e com os olhos cerrados bebeu sem remanejar.


(Ju Nishino)



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"Vem cá Zé e me dá um abraço, vai!!!!"



(foto: danielle rappaport)



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[Sábado, Agosto 13, 2005]

:: :: :: :: :: :: :: Fabuloso :: :: :: :: :: :: :: ::





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E tudo o que tenho vivido aqui têm sido vazio, momentâneo, confuso, angustiante, ilusório. Não gosto da idéia de me mudar de vez para o Japão e tudo ao mesmo tempo conspira para isso se concretize, afinal, nada me prende aqui. Queria ter bons motivos para isso mas não os encontro, a descrença é maior que tudo e lá tenho alguém que me quer muito e me espera e isso é um bom motivo, dinheiro não me deslumbra.
Queria me prender no sol daqui, nas ruas, nas pessoas, no amor, de verdade eu queria, mas tudo isso parece não ter mais sentido, uma luta vã sabe? E mudar de país e fazer com que o sol, as ruas, as pessoas de lá façam sentido talvez seja o meu grande desafio a ser vivido. Cansei, cansei de explicar, do vazio nos olhares, cansei de muitas coisas e o Japão sempre foi o último lugar que optaria viver, mas acho que isso hoje de verdade, tanto faz.
Sabe aquela sensação do último encontro? Aos poucos tenho me desprendido das coisas com uma certa saudade e tudo tem sido tão natural.




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dois barcos
(los hermanos - Camelo)

quem bater primeira dobra do mar
dá de lá bandeira qualquer, aponta pra fé
e rema

é, pode ser que a maré não vire
pode ser do vento vir contra o cais

e se já não sinto teus sinais
pode ser da vida acostumar
será morena?
sobre estar só eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
e agora o amanhã cadê?


doce o mar perdeu no meu cantar.




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Ouvi Ludov na rádio mais chata e insuportável (considerada por mim) aqui do interior.
Pois é, milagres acontecem.
Bom? Maaaaravilha Alberto!!! Rs.


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[Quarta-feira, Agosto 10, 2005]



(foto: monique cabral)




Sempre lutei por muitas coisas e desde sempre tive que fazer do sobrevimento uma Arte, para assim levar como algo bacana pra minha vida, mesmo sendo essa uma das tarefas mais difíceis do ser humano, sobreviver.
Luta por uma família unida, por uma infância como as das minhas amigas, por uma bicicleta bacana no fim do ano, por amizades (sempre e muitas), luta por diversas coisas. A idade veio e muitas responsabilidades criadas por mim mesma, outras não, foram acrescentadas sempre como um estímulo do poder, do saber que iria conseguir, do desafio. Creio que não só comigo e todos os seres humanos buscam isso, sempre novos desafios, lutas, uma história.
Tenho vinte e um anos e não me considero com essa idade. Não quero me passar como presunçosa, nem nada disso, mas a real é essa. Muitas coisas aconteceram na minha vida sem eu desejar que tive que aprender a lidar e com isso amadurecer, aprender, superar e por isso muitas vezes (tudo bem que não serve como justificativa) quero e necessito de silêncio, de espaço, de liberdade, o que poucas pessoas conseguem levar como uma opção saudável e rotulam ao invés de aceitar.
Parei mesmo pra pensar quanto tudo o que vivi e se de fato tudo isso foi ou não saudável para a minha vida e ainda não tenho uma resposta quanto a isso. Sei que meninas da minha idade (não generalizo) pensam somente em baladas, moda, cigarro, corpinho sarado, sexo e ficarem bêbadas. Cara, quem sou eu pra recriminar? A questão é que me sinto deslocada muitas vezes e por isso me ausento. É difícil pra eu conviver diariamente com pessoas com estes pensamentos específicos, não sei, me sinto perdida pois de fato não repartilho desses pensamentos e paro pra me perguntar se não pulei uma etapa da minha vida. Cara, isso é muita doidera. Não é crise de identidade e sim reflexão do que vivi e se me foi bom, coisa que não tenho resposta.
Tenho vinte e um anos e isso me pesa. Gosto de morar sozinha e teria que aprender a viver em família, coisa que gosto, mas não sei se saberia mais como lidar. Tenho uma família relativamente pequena e quero sim um dia me casar e tudo mais, só que ao mesmo tempo tudo é muito vago, afinal, também os garotos de vinte e tantos anos me cercam e não vejo algo que de fato me atraia, não pela idade e sim pelo comportamento, que também não generalizo, mas se encaixa com o que citei das garotas. Muitos viram amigos, outros colegas e tudo segue seu rumo "natural". É difícil você encontrar um homem maduro e olha que nem tô pedindo muito.
Em uma conversa com uma amiga sobre relacionamentos, casos e tudo mais, ela disse não conseguir ficar sem namorar e jamais se via sozinha e ela achava o máximo dessas de eu querer um cara maduro e tudo mais. Eu na realidade não quero mais arriscar, não mesmo. Sem dessas de escolher, quem me conhece sabe que levo tudo naturalmente e claro que tenho minhas preferências (como todo mundo) mas não priorizo, deixo levar naturalmente, sem dessas de escolhas. Agora o que me atrai é outro assunto.
Sei que tudo é muito engraçado. Conheço sim homens mais velhos e são bem interessantes, me identifico com muitos e isso é bacana, mas não sei se isso é opção ou algo "natural". Pra não dizer que é balela, tive um relacionamento com um cara três anos mais novo do que eu e foi até que bacana, divertido, mas não tínhamos o que conversar e a atração passou a ser secundária e tudo acabou naturalmente. Tudo bem que éramos extremos, mas foi bacana, depois disso, pra mim foi difícil me envolver com alguém mais novo, não pela idade e sim pelo comportamento, com o que tem pra acrescentar, entende? Não querer viver sua realidade é mais difícil, pois você acaba se falseando, tornando vago, ausente como eu disse. Não sei, tudo é questão pra se pensar.
Acho que fiz essa escolha dentre tantas mundo a fora, ser assim, na minha, querer pé no chão e sonhos alcançáveis, querer coisa simples, singela, bonita, madura, fazer acontecer. Se é a opção mais correta? Sinceramente não sei, quero crer que não estou sozinha nessa, o que é o mais complicado, o crer. Sendo verdadeira, acho difícil encontrar alguém bacana nos dias de hoje, de verdade, por isso crer é o objetivo para não se perder, porque se não amigo, juro que não sei mais o que sentir, o que viver, e aceitar será um lema de vida, infelizmente, afinal, lutar pra que? pra quem? porque? É, isso não é assunto somente de "menininhas". Bom, acho que já chega por hoje.



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Hoje eu tô carente. Todas as mulheres (e homens também) passam dia ou outro por isso, e hoje, bom, hoje eu tô assim, ouvindo Djavan, Chico Buarque, Ana Carolina e Legião Urbana. É queridos, carência a gente não explica.

O dia nublado ou chuvoso me acompanharia, assim eu não estaria só. (bom início pra livro, fala aí)- rs.


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[Segunda-feira, Agosto 08, 2005]



Créditos: Coyote



Estorinha mal contada
(Eloisa Elena)

Eu sou aquela princesa atrasada,
que perdeu o sapatinho de cristal na escada.
Que teceu a trança afobada,
à espera do príncipe,
encantada.
Aquela, que dormindo envenenada,
acordou assustada e
depois de beijada,
furou o dedo na roca usada.
Paralisada, dormiu coitada!
Por mais um longo conto de fada.



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[Sábado, Agosto 06, 2005]

Marina
(Caymmi)

Marina, morena
Marina, você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que Deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, Marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, Marina, morena
Mas eu tô de mal

De mal com você
De mal com você


Simplesmente Caymmi...


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::...Por falar em coisa boa...::




É, aceito o dvd como um belo cafuné, agrado, o que preferir


Eu quuueeerrrrooooooooo........ dslfkjdslfjdslfk;jds;lfkjl;dskjf;ldsfjldskfjsd (mais conhecido como "birra por falta de grana")

(Não se esqueçam que amanhã rola na mtv as 19h, hein?!)




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[Sexta-feira, Agosto 05, 2005]

E pra quem nunca dançou, Cake além de bolo é uma banda.

(hehehe...má, hoje eu estou muito má!!!! Huahuahua...)


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Cake no Brasil. Quem nunca dançou a tão famosa musiquinha do Cake em festinhas, por favor, retire-se daqui!


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[Quinta-feira, Agosto 04, 2005]

"besteira qualquer nem choro mais"

sapato novo - LH


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[Quarta-feira, Agosto 03, 2005]



foto: alison waters



A casa dos pais é sempre mais gostosa que a nossa.
Toda vez que vou visitar meu pai me perco, volto anos com meus pés no chão e me divirto com os cachorros, bebo água da torneira sem receio e me acochego no sofá enquanto ele tira um cochilo. A comida é mais gostosa, o cheiro dos lençois limpos conforta e me sinto completa.
Por muitos anos vivi naquela casa e nada mudou, até mesmo os costumes do meu pai, que tanto senti e sempre sentirei falta.
Gosto de me reencontrar, saber de onde vim e saber dar valor a isso. Todas as confusões, discussões, bobagens mundo mil são jogadas ao vento quando lá me reencontro, para que assim eu possa recomeçar e dar minha cara a tapa novamente à vida.


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[Segunda-feira, Agosto 01, 2005]



Meu inverno quem faz sou eu...




Inverno

O que mais gostei do novo cd dos Los Hermanos foi à confirmação, os caras inovam a cada cd e quebram qualquer forma e classificação que tanto tentam impor à banda e isso de fato foi e é o que sempre me encantou. Não posso afirmar que é proposital, creio que não e sim uma própria evolução (no sentido de produção e maturação dos caras mesmo) que é o que faz com que a banda siga trilhas independentes sem maiores preocupações externas.

Chamo o cd de "inverno" sendo que na real o cd chama simplesmente "4". Sigo pela melodia e não pelo título, que é melancólica, singela e um processo natural como o inverno, além de ser a quarta estação do ano (e quarto cd da banda) e a capa também ajuda por lembrar um floco de neve.

Sim, singela poesia hermanos. A que alimenta, a que esquenta, a que senti saudades.



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